No Brasil, a ameixeira é plantada desde o sul de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, ocupando uma grande diversidade de solos, os quais apresentam variações quanto à textura, profundidade, fertilidade e acidez. Em comum, têm uma elevada acidez, elevados teores de elementos tóxicos, principalmente alumínio e manganês e baixa fertilidade natural. Por isso, a calagem e a adubação são práticas indispensáveis que, em conjunto com outras possibilita altas produtividades.
Quando as informações sobre a necessidade e quantidade de fertilizantes e de corretivos não estão à disposição dos produtores, cria-se um clima de insegurança, passando estas práticas a serem efetuadas mais por especulação e por interesses comerciais do que por embasamento técnico. Convém lembrar que o melhor método de diagnose e de recomendação de adubação e de corretivos é aquele que prevê o uso desses insumos somente quando existe uma expectativa de resposta econômica.

Antes da instalação do pomar de ameixeira, a análise de solo é o único método de diagnose para se estimar as necessidades de fósforo (P) e de potássio (K). As quantidades exigidas de P e K são determinadas na mesma amostra de solo usada para se estimar a necessidade de corretivos da acidez.
Em pomares com menos de cinco metros de distância entre as linhas de plantio, os adubos devem ser espalhados em toda a superfície. No entanto, onde essa distância for superior a cinco metros e não houver interesse em se estabelecer cultura intercalar, a adubação poderá ser executada somente numa faixa de três metros de largura ao longo da linha de plantio. Os adubos fosfatados e potássicos, usados antes do plantio, devem ser aplicados por ocasião da instalação do pomar, preferentemente a lanço, e incorporados, no mínimo, na camada arável.