As queimaduras de sol, também conhecidas como eritemas solares em uma liguagem médica, podem ser definidas como queimaduras de 1o grau ou ainda como inflamações agudas da pele. Alguns dermatologistas preferem o tema inflamação, pois o processo biológico da queimadura é o mesmo. Por esse motivos, no tratamento são utilizados antiinflamatórios em creme.
As queimaduras de sol ocorrem após uma exposição prolongada ao sol.
As queimaduras solares têm duas fases:
1. a epiderme fica avermelhada (há uma sensação de queimação, que lembra uma inflamação, leia acima).
2. a epiderme começa a descascar.
A causa mais freqüente da queimadura solar é naturalmente, a exposição excessiva e/ou mal protegida aos raios ultravioletas do sol (UVA e UVB). Algumas pessoas correm mais riscos do que outras, como as crianças (que possuem uma pele muito sensível) e as pessoas com pele clara (loiras ou ruivas), pois esta menos melanina (molécula que protege a pele contra a exposição solar). É importante saber que a intensidade do sol pode aumentar em 30% na praia ou na montanha, devido ao aumento da reflexão solar sobre a areia, a água e a neve. É, portanto, necessário ampliar ainda mais a proteção nestes lugares. Determinados medicamentos, em especial as tetraciclinas (doxiciclina, minociclina,...), uma classe de antibióticos utilizada com freqüência em caso de problemas de acne podem favorecer o aparecimento das queimaduras de sol, pois deixam a pele mais sensível. Falamos em fotossensibilidade. Procure limitar o uso de tetraciclinas ou proteja-se da exposição ao sol com um FPS superior a 25.

Após uma exposição muito intensa ao sol, a pele (mais precisamente a epiderme) fica vermelha e podem ocorrer algumas irritações (coceira, ardência e em casos mais sérios até formação de bolhas). Esta primeira fase dura normalmente dois ou três dias, após esse período, a vermelhidão desaparece e a pele começa a ressecar e descamar. É importante observar que apesar de o bronzeado estar na moda hoje em dia, o excesso de exposição ao sol estraga e envelhece muito a pele. Em um longo prazo, após muita exposição solar é possível desenvolver um câncer de pele (melanoma), portanto deve-se evitar tomar muito sol.
O tratamento das queimaduras de sol consiste em proteger ou tratar a pele antes (1), durante (2) ou depois (3) da exposição solar.
1. Antes da exposição [prevenção], é importante besuntar a pele com protetor solar (com um fator de proteção mais elevado, se você fizer parte do grupo de risco).
2. A reaplicação do creme deve ser feita a cada duas horas. É importante também evitar se expor ao sol nos períodos em que os raios ultravioletas estiverem mais fortes (entre 11h et 15h).
3. Se apesar das precauções citadas no 1. e 2., você ainda tiver uma queimadura, será necessário tratá-la com cremes à base de hidrocortisona. Este é um antiinflamatório bastante eficaz (ver também em: definição de queimadura solar para compreender porque os antiinflamatórios são utilizados). É possível utilizar também cremes à base de diclofenac (um antiinflamatório).
Se a dor for muito intensa, pode ser necessário tomar calmantes, anti-dor (paracetamol) ou antiinflamatórios não-esteroidais [AINES] como a aspirina ou o ibuprofeno. Como as queimaduras de sol deixam a pele muito seca, é também aconselhado aplicar toda noite um creme hidratante (por exemplo, à base de uréia, uma molécula hidratante).
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