Sai Dacar, entra a Patagônia
A Al Qaeda advertiu: se o rali Lisboa-Dacar (o antigo Paris- Dacar) fosse realizado, os competidores seriam atacados. A situação já estava bastante instável na Mauritânia, um dos cinco países por onde passaria a prova (além de Portugal, Espanha, Marrocos e Senegal). Na semana passada fundamentalistas muçulmanos mataram quatro turistas franceses e três soldados mauritanos no sul do país.
O rali foi cancelado um dia antes do início, causando um prejuízo de 50 milhões de euros. “É uma catástrofe econômica. Mas é melhor que ter vítimas”, disse Patrice Clerc, organizador da prova, ao jornal Le Monde.
A América do Sul aparece como a alternativa mais viável para o próximo ano, já que o rali Patagônia- Atacama é uma prova consolidada, diz o jornal Olé!. O cancelamento do Lisboa-Dacar abre um perigoso precedente, vitória do terror ante o esporte.
Fonte: revistadasemana.abril.com.br
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