O brasileiro, tradicionalmente, não gosta de pagar. Até aí, tudo bem. Ninguém gosta. Mas o brasileiro sinceramente acha que tem direito de usufruir do trabalho dos outros de graça. Esse é o problema.
O Fotolog não tem publicidade. Ele se mantém, mal e mal, vendendo assinaturas, que eles chamam de Gold Camera. Quem se dispõe a investir cinco dólares por mês, pode postar até seis fotos por dia com direito a cem 100 comentários, além de outras regalias, enquanto que, no serviço gratuito, é só uma foto e dez comentários por dia.
Os fundadores ainda mantêm seus empregos, cuidam do Fotolog nas horas vagas e reaplicam todo o dinheiro arrecadado em tecnologia e banda.
Sem o mecenato dos 1% de santos que assinam a Gold Camera, a brincadeira já teria acabado.
Nossos patrícios, entretanto, não vêem a coisa desse jeito. Quando os criadores do Fotolog criaram a Gold Camera para tentar viabilizar o serviço, os usuários brasileiros, com seu inglês de jogador de futebol no exterior, quase quebraram tudo, incitaram revoltas, escreveram manifestos e, claro, não pagaram.
Coitados dos americanos. Criados em uma cultura que valoriza o empreendimento, não entenderam porque tanto barulho. Acharam, sinceramente, que a questão era financeira, que R$15 por mês era demais para a realidade brasileira.
Alguém precisa explicar pra eles que, para 80% dos flogueiros tupiniquins, isso é mixaria.
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Nossos patrícios, entretanto, não vêem a coisa desse jeito. Quando os criadores do Fotolog criaram a Gold Camera para tentar viabilizar o serviço, os usuários brasileiros, com seu inglês de jogador de futebol no exterior, quase quebraram tudo, incitaram revoltas, escreveram manifestos e, claro, não pagaram.
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