A carreira
Decidir se você pega o guarda-chuva ou os óculos escuros pela manhã, antes de sair de casa, é uma escolha das mais corriqueiras - mas só se tornou possível graças ao avanço da tecnologia de telecomunicações. Saber a previsão do tempo depende, primeiro, de um satélite artificial programado para verificar as condições meteorológicas e converter em números as informações recebidas. Depois, entra em ação o homem do tempo, que analisa os dados transmitidos à Terra, transforma-os em notícia e veicula pelo rádio ou pela TV. Basta esse exemplo para saber que as telecomunicações têm dimensão planetária.
O que é grande em todo o mundo parece maior ainda no Brasil, onde o setor passa por uma revolução depois da privatização das empresas telefônicas. "Produtos com que nem se sonhava há cinco anos já são produzidos ou projetados no país, como as redes multiplexadas de transmissão", diz Cíntia Giotto, responsável pelo planejamento desses serviços na Telepar, a "tele" do Paraná. Elas permitem que uma mesma linha telefônica receba informações de voz, de dados e de imagens de vídeo no próprio computador.
Conhecer os princípios, as práticas e as técnicas computacionais das telecomunicações é o principal requisito exigido desse engenheiro. Ele também deve dominar as técnicas e os processos de representação, transmissão e recepção da informação no formato analógico e digital. Como as inovações não param de acontecer, é importante fazer cursos de extensão universitária sobre a tecnologia digital, de redes e satélites.
O mercado
Essa é a profissão mais quente de todo o mercado de trabalho brasileiro. A falta de profissionais preparados, somada à existência empresas com tecnologia de ponta e dinheiro para investir, assegura trabalho e bons salários para o engenheiro de telecomunicações. "Entre os diversos ramos da engenharia, sem dúvida é a especialização que está em destaque, e tudo indica que isso vai continuar por bastante tempo", afirma o engenheiro José Elias Abul Hiss, da Telefônica paulista. Salário médio inicial: R$ 1 219, 30.
O curso
As matérias básicas incluem física, informática, eletricidade e eletrônica. A formação em transmissão de dados de voz, imagem e som completa-se com disciplinas de computação e eletrônica, como processamento digital de sinais e comunicação óticas. A UnB, em Brasília, oferece o curso de engenharia de redes de comunicação, que forma especialistas em criar, operar e manter toda a infra-estrutura necessária ao processo completo das telecomunicações. Trabalho de final de curso e estágio são obrigatórios na maioria das escolas. Duração média: cinco anos.
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