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Pequenos, chiques e caros

Postado 19/01/2008 em Turismo

Nos hotéis-butique, o padrão das grandes redes é substituído por serviços personalizados

Para quem gosta de viajar, a última tendência é trocar a estada em um grande hotel de rede por um pequeno hotel-butique. A diferença, além da escala, está no capricho. Ao abrir o frigobar, por exemplo, no lugar do manjado achocolatado, o freguês pode encontrar um pote de foie gras. Em cima da mesa, no lugar de castanhas, um charuto cubano. No banheiro, além da touca de banho e do sabonete, uma coleção de cremes. A surpresa faz parte do negócio. Cada hotel desse gênero é único. Tanto no projeto arquitetônico, geralmente assinado por um figurão, quanto no atendimento. E o hóspede é chamado pelo nome.

O conceito de hotel-butique surgiu nos anos 90, inventado pelo empresário americano Ian Schrager. Três deles, o Hudson, em Manhattan, o Sanderson, em Londres, e o Delano, em Miami, foram projetados pelo francês Philippe Starck. A idéia, concebida nos Estados Unidos, vem sendo aperfeiçoada na Europa. Lá, o formato de hotel com poucos quartos, decoração caprichada e atendimento personalizado é o preferido do público moderninho.

“Num lugar assim, parece que tudo foi feito para agradar”, diz a estilista gaúcha Ana Arruda, de 34 anos. Em suas últimas férias ela se hospedou num estabelecimento desse tipo, o Myhotel, no centro de Londres. O projeto, de Karim Rashid e Terence Conran, conquistou a brasileira. “A biblioteca é inesquecível: aconchegante, sofisticada, e eu podia abri-la com a chave do meu quarto”, conta. “Ficar num hotel desse tipo dá aquele prazer de descobrir um segredo, uma coisa que ninguém conhece”, define o publicitário Alexandre Gama, de 43 anos, que se hospeda em hotéis-butique pelo menos seis vezes por ano. O preferido do publicitário é o Hempel, nas cercanias do Hyde Park, em Londres. “Na primeira vez que fui até lá, o motorista de táxi disse que o endereço não podia ser aquele”, lembra Gama. Como boa parte dos estabelecimentos do gênero, o Hempel não tem placa de identificação na fachada. Entre todos os mimos oferecidos está a possibilidade de o cliente fazer a seleção musical para seu quarto e escolher quais jornais quer ver pousados na mesa do café da manhã.

O preço por tamanho conforto, claro, é alto. As diárias começam na faixa dos R$ 1.000. Está certo. Ser chique, bonito e barato seria demais.

Fonte: revistaepoca.globo.com


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