Conhecida pelos esportes radicais, Ibirama também se caracteriza também pela arquitetura alemã, tradições alemãs, culinária, artesanato e fabricação caseira de cachaça, além das belezas naturais em meio ao verde da mata atlântica.
Com sua geografia privilegiada, o município revela paisagens e locais de beleza inigualável. Pessoas e famílias que vivem em casas construídas no início do século que ainda estão preservadas e tem os costumes dos primeiros colonizadores alemães.
Em algumas localidades do município junto aos fundos de vales e encostas mais elevadas ocorrem quedas d'água de notável efeito plástico e emotivo para a percepção humana, com grande potencial de aproveitamento recreativo e esportivo.
História
O início da colonização deu-se em fins de 1897, com a chegada da primeira leva de imigrantes alemães. Uma expedição chefiada pelo diretor da Sociedade Colonizadora Hanseática, Alfred Sellin, fundou em 8 de dezembro a sede da colônia, que recebeu a denominação de Hamônia. Posteriormente, a empresa de navios fazia uma oferta para quem quisesse vir para o Brasil. Quem adquiria a passagem ganhava um lote de terra. Após o período de colonização, começaram a surgir os problemas com os índios. É que os tropeiros que conduziam gado para São Paulo desciam a serra e pernoitavam. Os indígenas atacavam e matavam os animais para se alimentarem. Com a emancipação, o nome foi trocado para Dalbérgia - a denominação Ibirama surgiu na Segunda Guerra.
Atualmente
Passados 106 anos desde a colonização, a cidade é conhecida pelo seu potencial turístico. As belezas naturais são preservadas e os esportes radicais têm atraído anualmente uma média de 30 mil pessoas a Ibirama para a prática de rafting ou rapel, além de caminhadas por trilhas ecológicas. As tradições e a cultura germânica são mantidas através dos grupos folclóricos, corais, sociedades de tiro, associações filantrópicas e de artesões como Roland Rickle, que construiu o monumento em homenagem aos 100 anos da colonização. Para preservar as tradições, foi criada a Weihnachtsmarkt (Mercado de Natal), que tem como ponto alto o desfile de lanternas e a comercialização de artesanato.
Natureza
Paisagem e turismo possuem uma relação indissociável haja vista que o que mais indica a mudança física para um novo destino é justamente a sua paisagem, contemplada e vivenciada pela experiência turística. A paisagem constitui-se num patrimônio turístico pois é a síntese visual dos elementos naturais e humanizados presentes no território, elementos que por seu valor original e singular transformam-se em recursos turísticos.
A serra do Mirador é uma das belezas naturais com que Ibirama foi Abençoada. Para os amantes do esporte como o parapente e asa-delta, o local proporciona vôos espetaculares.
Para quem gosta de apreciar a paisagem, admirando a natureza, as caminhadas ecológicas são a melhor opção. Os locais mais afastados do centro da cidade escondem recantos belíssimos, com cachoeiras, pequenas quedas d'água, diversas espécies de plantas e animais.
O Parque Nacional de Ibirama (Flona) fica a 10 quilômetros do centro, numa área de 528 hectares pertencente ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A vegetação local é caracterizada por uma grande variedade de espécies. A fauna é muito rica. O visitante pode observar animais silvestres de pequeno porte, como cotia, paca, lebre, lontra, tamanduá, tatu, gato-do-mato e mão-pelada, entre outros. IBIRAMA quer dizer a terra da fartura. A cidade passou por várias fases, já teve sua economia na extração vegetal e na agropecuária de subsistência. |
Outra visita obrigatória é na Indústria de Brinquedos Saxonia, nas margens da BR- 470. É a segunda fábrica de brinquedos de madeira do Brasil. Com a expansão da piscicultura, existem vários pesque-pague espalhados no município, com completa infra-estrutura, inclusive área de camping. (Orlando Pereira)
A Floresta Nacional de Ibirama, que esconde recantos com cachoeiras, pequenas quedas d'água e rica flora e fauna.
Situada num dos mais belos lugares do Vale do Itajaí, a cidade está dentro do Vale das Cachoeiras, possui lindas paisagens com corredeiras e ilhas fluviais formadas pelo rio Itajaí-açu.
Floresta Nacional de Ibirama
Na década de 50, o Instituto Nacional do Pinho criou o Horto Florestal de Ibirama. O Horto destinava-se à produção econômica sustentável de madeiras e outros produtos florestais, proteção dos recursos hídricos, atividades recreativas e de lazer com a natureza e, principalmente, a manutenção do viveiro de mudas de essências nativas e exóticas.
Localizada numa região de Mata Atlântica, a Floresta Nacional de Ibirama de 582 ha de área compreende as planícies e serras da costa catarinense onde o índice de umidade é elevado, com baixa amplitude térmica. A vegetação é caracterizada por grande variedade de espécies e a fauna é muito rica.
Esportes Radicais
São realizados diversos campeonatos, sendo que Ibirama tornou-se conhecida pelos praticantes do Rafting em todo Brasil, devido às corredeiras do RIO terem a maior variedade de níveis de dificuldade do país. Descida de rios em botes infláveis. Sem dúvida uma aventura inesquecível, onde grupos de praticantes são reunidos nesses botes, com a finalidade de vencer as inúmeras corredeiras existentes nos rios da região |
O turismo de aventura - que envolve rapel em cachoeira, caminhadas em meio à mata e principalmente rafting - na belíssima paisagem de Ibirama, Presidente Getúlio e Apiúna, vem ganhando mais adeptos a cada ano que passa. Tanto assim que as três empresas que promovem os passeios estão esperando para esta temporada de verão um incremento de 20% em relação à do ano passado. O rio Itajaí-açu e seus afluentes são considerados os melhores para a prática do rafting, uma emocionante descida de corredeiras em botes infláveis, totalmente seguros, à prova de afundamento, com capacidade para até oito pessoas, guiadas por instrutor.
Quem quer quebrar a rotina do verão, abandonando um pouco os agitos do litoral, não pode deixar de fazer rafting, que proporciona ao mesmo tempo um contato com natureza e a emoção de descer as corredeiras. O esporte apresenta um risco mínimo de acidentes, que não passam de leves arranhões. Os rafters (praticantes da aventura) recebem coletes salva-vidas e capacetes, o que garante a segurança. Também são orientados sobre como remar. O trecho do Itajaí-açu entre Ibirama e Apiúna é um dos mais favoráveis devido à diversidade de suas corredeiras, aliadas à beleza de sua paisagem. A emoção e a adrenalina são enormes e chegam a tal ponto que mesmo com os sustos, quem desce uma vez não resiste e é obrigado a voltar em outras ocasiões.
As operadoras oferecem basicamente passeios pelos mesmos trechos dos rios. O mais procurado é o do Morro Pelado, que funciona como terapia contra o estresse, indicado para qualquer pessoa que goste de aventura. São 7,5 quilômetros. O rio apresenta corredeiras intercaladas com partes calmas. A segunda metade do rafting é a mais emocionante e também a mais bonita. Além do contorno ao Morro Pelado, os participantes passam por um canyon em que há três corredeiras seguidas. A cachoeira Santa Luzia é parada obrigatória. Outro trecho é no rio Hercílio, num total de oito quilômetros, com chegada próximo ao centro de Ibirama. O percurso é excelente em épocas de cheias. As corredeiras são contínuas em meio das ilhas de sarandis.
Quem já tem experiência anterior pode se habilitar para fazer os trechos radicais. O mais procurado é o conhecido como Caninana. São seis quilômetros. A primeira parte é a mais forte e exige muita técnica. É a corredeira chamada de Montanha-Russa, seguida da Caninana, com três quilômetros de corredeiras contínuas, que afunilam no Ondão. Depois de uma parte tranqüila vem o Labirinto. Outro trecho radical fica na parte alta do rio Hercílio. O percurso é de nove quilômetros, mas depende do nível das águas.
As empresas oferecem ainda como opções rafting no rio Benedito, em Benedito Novo, e no ribeirão Neisse, em Apiúna. Mas são feitos só em casos excepcionais, porque dependem de muita chuva para elevar os seus níveis. Há também o trecho entre Lontras e Ibirama, num total de 11 quilômetros de corredeiras contínuas, que devido à sua dificuldade não é explorado turisticamente.
Trechos básicos
Embora a prática do rafting no Brasil tenha iniciado na década de 80, só há cinco anos é que começou a ser desenvolvida no Estado. Hoje há descidas em qualquer época do ano, faça chuva ou faça sol. Em dias frios as operadoras alugam roupas de neoprene.
Para participar nos trechos básicos não precisa experiência anterior. Basta gostar de água. Também não é necessário saber nadar, porque todos têm que usar coletes salva-vidas. A maioria das descidas são feitas às 9 horas e às 13 horas.
O índice de acidentes é praticamente zero. O grupo recebe orientações necessárias dos guias sobre o que fazer se alguém cair do bote. A recomendação para quem for fazer rafting é que leve shorts e camiseta sobre uma roupa de banho. O calçado mais recomendado é um tênis que possa ficar molhado ou uma sandália fechada. Quem usa óculos deve amarrá-lo com barbante. Recomenda-se levar também protetor solar. O saco plástico para a roupa molhada não deixa de ser uma boa idéia. As máquinas fotográficas mais sofisticadas não devem ser levadas junto, já os modelos à prova d'água são bem-vindos.
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